terça-feira, 23 de agosto de 2011
Tem horas na vida que você para e pensa: O que estou fazendo?
Percebe que seus sonhos de criança se perderam no tempo, que suas brincadeiras já não tem mais graça, que suas amizades mudaram tantas vezes que não há o que chamar de amizade.
Pessoas que seriam insubstituíveis, hoje você não lembra mais, o seu amor da vida toda, hoje é o amor de outra pessoa.
Vê que o tempo está passando, que suas concepções de vida mudam a cada dia e que aquilo que algum dia foi sua meta inalcançável, hoje é aquilo que você quer se livrar.
Chega um momento que para e pensa: Isso tudo está valendo a pena?
Sua caminhada não busca mais passos retos, as pegadas que deixou para trás, até chegar aqui, estão desencontradas, assim como sua vida.
O tempo está passando não só para você, mas também para aquela pessoa que hoje é seu mundo. Você pensa que talvez não faz o que queria, que não conseguiu aquilo que realmente era importante, mas não fazia parte dos seus sonhos de criança.
Percebe que o caminho já não é tão claro e que, muitas vezes, suas atitudes o tornam invisível. Se pergunta: O que fazer?
Não há mais onde se esconder, o tempo passou e a responsabilidade cabe a você.
Pensa que pode mudar, mas já não tem mais a disposição e entusiasmo de adolescente. A única coisa que restou dessa fase é a sua capacidade de magoar as pessoas e as atitudes irresponsáveis que você recrimina nos outros.
Percebe que o tempo está passando sim, que passa para todo mundo. Perde a cabeça, se desespera!
Percebe que suas emoções já não são mais comandadas pelo cérebro, que está aprendendo que o que comanda sua vida é o coração. Parece tarde, tarde para tudo que você pensou fazer. Vê que o que você está fazendo de nada tem haver com a realidade que poderia ter.
Percebe que as pessoas passam e não esperam por você. Que elas também tem sentimentos e que, assim como você, o coração é quem faz a escolha.
Para e pensa: Por que eu não fui sincera? Sincera, não com o outro, mas comigo mesma.
Você poderia ter tido outra atitude, ter ajudado quando poderia, mas não o fez por preguiça.
Poderia ter dito ‘eu te amo’ para aquela pessoa que era a que mais se importava com você e importava para você, mas não o fez por orgulho de se expor.
Poderia ter sido mais educada com aquele senhor ou senhora que te deu o conselho certo, mas não foi pelo ímpeto adolescente de ‘saber tudo’.
Muitas coisas que você poderia ter feito diferente, que olhando do ponto onde você chegou, observa o quão imatura foi e ainda é.
Pensa: O que estou fazendo?
Não sabe a resposta, pois os caminhos da vida não te dão respostas, te dão somente perguntas.
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